16 Set. 2019: “Bohemian Rhapsody” de Bryan Singer – Psicanálise & Cinema

O cineclube Psicanálise & Cinema está com novo endereço em 2019: o Teatro Bom Jesus da FAE Centro Universitário. Uma vez ao mês, fará parte da programação do Cineclube Espoletta FAE.

No próximo encontro, exibição e debate de Bohemian Rhapsody, de Bryan Singer.

Apresentação do projeto

O cineclube Psicanálise & Cinema é uma ação concebida e conduzida pela psicanalista Elenice Milani, que regularmente promove a exibição de filmes em instituições diversas, como museus e universidades, com sessões seguidas de debates. A ideia principal é deixar um espaço para o debate sobre os temas abordados nos filmes apresentados, partindo sempre de um esclarecimento psicanalítico, sob a ótica dos conceitos desenvolvidos fundamentalmente por Sigmund Freud e Jacques Lacan.

Comentário

Clique no link e confira o comentário de Elenice Milani sobre o filme: http://bit.ly/BohemianCPC

Sinopse: O filme é uma celebração da banda Queen, sua música e, em especial, do extraordinário vocalista e compositor Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e convenções para se tornar um dos artistas mais amados da história. Acompanhando a ascensão meteórica da banda, o som revolucionário e a carreira solo de Freddie, o filme aborda passagens importantes na história da banda, culminando na lendária performance no festival Live Aid, em 1985. Continuar lendo

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09 Set. 2019: “Terra Bruta” de John Ford – Cineclube Espoletta FAE

O Cineclube Espoletta FAE exibe e debate Terra Bruta, de John Ford.

Sinopse: O oportunista Guthrie McCabe, ao lado do tenente Jim Gary, decide resgatar um grupo de crianças sequestradas anos antes por uma tribo indígena. No resgate, dois dos reféns conseguem ser trazidos de volta. Porém, a comunidade mostra resistência no convívio com os jovens. Continuar lendo

02 Set. 2019: “8 Mulheres” de François Ozon – Cineclube Espoletta FAE

O Cineclube Espoletta FAE exibe e debate 8 Mulheres, de François Ozon.

Sinopse: Interior da França, Natal de 1953. Numa casa de campo envolta pela neve, o patriarca Marcel é encontrado morto com uma faca nas costas. Na casa, há 8 mulheres: a esposa, as filhas, a sogra, a irmã, a velha cozinheira e a nova camareira. Todas elas teriam motivos para ter matado Marcel. Uma delas é a assassina. Quem será? Continuar lendo

26 Ago. 2019: “A Hora Do Lobo” de Ingmar Bergman – Cineclube Espoletta FAE

O Cineclube Espoletta FAE exibe e debate A Hora Do Lobo, de Ingmar Bergman.

Sinopse: O pintor Johan e a esposa grávida, Alma, retiram-se para uma ilha isolada. Johan é consumido por remorsos do passado e por constantes alucinações. Alma tenta ajudá-lo a manter a sanidade e controlar a obra dele. Mas, durante a escuridão entre a noite e o amanhecer, a chamada “hora do lobo”, Johan sofre confusões mentais, delírios e alucinações. Acabam por conhecer um misterioso grupo de pessoas que passa a trazer angústias ainda maiores à vida do casal. O único filme que pode ser considerado de terror/horror na filmografia de Ingmar Bergman. Continuar lendo

19 Ago. 2019: “Macbeth – Reinado De Sangue” de Orson Welles – Cineclube Espoletta FAE

O Cineclube Espoletta FAE exibe e debate Macbeth – Reinado De Sangue, de Orson Welles.

Sinopse: Baseado na obra homônima de William Shakespeare, mostra Macbeth, um homem simples designado por feiticeiras a se tornar rei. Conquistando as batalhas com muita violência e sangue, a mente dele vai ficando cada vez mais conturbada, o que vem a ser a ruína. O filme segue o texto original, porém amplia a participação das Bruxas e cria um novo personagem, o Homem Santo. Continuar lendo

12 Ago. 2019: “Um Amor De Swann” de Volker Schlöndorff – Psicanálise & Cinema

O cineclube Psicanálise & Cinema está com novo endereço em 2019: o Teatro Bom Jesus da FAE Centro Universitário. Uma vez ao mês, fará parte da programação do Cineclube Espoletta FAE.

No próximo encontro, exibição e debate de Um Amor De Swann, de Volker Schlöndorf.

Apresentação do projeto

O cineclube Psicanálise & Cinema é uma ação concebida e conduzida pela psicanalista Elenice Milani, que regularmente promove a exibição de filmes em instituições diversas, como museus e universidades, com sessões seguidas de debates. A ideia principal é deixar um espaço para o debate sobre os temas abordados nos filmes apresentados, partindo sempre de um esclarecimento psicanalítico, sob a ótica dos conceitos desenvolvidos fundamentalmente por Sigmund Freud e Jacques Lacan.

Comentário

Como abordagem psicanalítica acerca da obra Em Busca do Tempo Perdido, e mais especificamente, do volume No Caminho de Swann, Elenice Milani teceu um comentário a partir de falas de Philippe Willemart e Roberto machado, dois grandes estudiosos da obra de Marcel Proust:

Antes de dar o titulo “Em Busca do Tempo Perdido”, Proust tinha denominado o projeto como “O Romance do Inconsciente”.

O autor foi contemporâneo a Sigmund Freud e a obra tem relação com a psicanálise de alguma maneira. É provável que Proust não leu a obra freudiana porque não sabia a língua alemã, e Freud foi traduzido para o inglês apenas em 1926, quando Proust já havia morrido. O que daria para cogitar, devido o pai médico e professor universitário, é que o autor teve acesso à obra freudiana; por exemplo, pelo pai (assim como o próprio Freud) ter assistido aulas de Dr. Charcout e seguido os ensinamentos dele, o grande psiquiatra da época. Porém, não é sabido com precisão como foi que Proust teve acesso aos conhecimentos da obra freudiana.

Com o “No Caminho de Swann”, ganhou o Premio Concourt. Em um total de sete volumes, essa obra fundamental transformou a literatura francesa e mundial para sempre.

Marcel Proust teve a grande capacidade de integrar na obra tudo o que queria dizer. Neste ponto, pode ser encontrado conteúdo psicanalítico: a peça fundante do que Freud chama de “associação livre”. A obra é verdadeiramente uma associação livre de memórias, reminiscências, sonhos e sensações. A questão fundamental que o autor francês conseguiu demonstrar com a obra é o processo de tornar-se escritor. Alguém que almeja tornar-se escritor parte das já citadas memórias, sonhos, reminiscências e lembranças e as coloca no papel; assim começa a escrever… Aí se encontra a regra fundamental da psicanálise, a “associação livre”. Continuar lendo

05 Ago. 2019: “A Dama Das Camélias” de Mauro Bolognini – Cineclube Espoletta FAE

O Cineclube Espoletta FAE exibe e debate A Dama Das Camélias, de Mauro Bolognini.

Sinopse: O filme conta a história real de Marie Duplessis (nascida Rose Alphonsine Plessis), a bela cortesã que inspirou Alexandre Dumas (Filho) a escrever o livro que virou um clássico da literatura. França, Século 19. Uma jovem pobre do interior foge para Paris e se torna uma cortesã disputada por nobres. A história é contada por um dos amores, o jovem escritor Alexandre. Continuar lendo

29 Jul. 2019: Programação do Cineclube Espoletta FAE

Programação do Cineclube Espoletta FAE para a semana.

29 de Julho, segunda-feira às 15h30. Porco Rosso: O Último Herói Romântico, de Hayao Miyazaki. Marco Porcellino é piloto acrobático de aviões e lutou a I Guerra Mundial, sendo o único sobrevivente do esquadrão dele. Em determinado momento da vida depois disso, o rosto dele foi transformado no de um porco, e passou a ser chamado de Porco Rosso. O filme não dá explicações como isso sucedeu. Ele vive de caçar piratas aéreos, resgatando o que eles roubam dos outros e recebendo recompensas. Fora algumas poucas amizades, como Gina, a proprietária de um hotel e aparentemente apaixonada por ele, Porco Rosso acumula na vida mais inimigos do que amigos. E não dá outra: os piratas de várias gangues, cansados de sempre terem prejuízos por causa dele, se reúnem e contratam um exímio piloto americano para abatê-lo. Agora, Porco Rosso tem de provar mais uma vez que ainda é o melhor piloto das paradas, apesar da idade que vem chegando, num duelo com o americano. Para isso, terá ajuda de um antigo amigo e da neta dele para reconstruir o avião. Classificação Etária: Livre

Trailer: https://youtu.be/awEC-aLDzjs Continuar lendo

22 Jul. 2019: Programação do Cineclube Espoletta FAE

Programação do Cineclube Espoletta FAE para a semana.

22 de Julho de 2019, segunda-feira às 15h30. O Serviço de Entregas Da Kiki, de Hayao Miyazaki. Kiki é uma jovem aprendiz de bruxa, e chegou o momento de ganhar o mundo. Faz parte da formação de bruxa, sair de casa ainda n adolescência e ir morar em outro lugar do país, aprendendo a sobreviver sozinha. Chegando na nova cidade, Kiki é acolhida por um casal de padeiros, e passa a retribuir a alimentação e hospedagem fazendo entregas da padaria utilizando a vassoura voadora dela.

Trailer: https://youtu.be/4bG17OYs-GA

Classificação Etária: Livre Continuar lendo

15 Jul. 2019: “De Olhos Bem Fechados” de Stanley Kubrick – Psicanálise & Cinema

O cineclube Psicanálise & Cinema está com novo endereço em 2019: o Teatro Bom Jesus da FAE Centro Universitário. Uma vez ao mês, fará parte da programação do Cineclube Espoletta FAE.

No próximo encontro, exibição e debate de De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick.

Apresentação do projeto

O cineclube Psicanálise & Cinema é uma ação concebida e conduzida pela psicanalista Elenice Milani, que regularmente promove a exibição de filmes em instituições diversas, como museus e universidades, com sessões seguidas de debates. A ideia principal é deixar um espaço para o debate sobre os temas abordados nos filmes apresentados, partindo sempre de um esclarecimento psicanalítico, sob a ótica dos conceitos desenvolvidos fundamentalmente por Sigmund Freud e Jacques Lacan.

Comentário

Como abordagem psicanalítica acerca do filme, Elenice Milani indica a análise de Sergio Telles, psicanalista e escritor. No website oficial do autor, encontrei o artigo Kubrick e Schnitzler, uma incursão no “Unheimliche”, do qual destaco alguns trechos:

[…] Mas penso que a ferida narcísica tem consequências mais profundas que o simples desejo de vingança. Ao ouvir a “confissão” da mulher, o marido é envolvido pela sensação de “estranho”, do “unheimich”. Ele não pode reconhecer sua mulher naquela que lhe fala aquilo. A mulher dele, que lhe era tão familiar, parece uma estranha, uma outra mulher, uma mulher nunca vista.

Esse estranhamento profundo, esse desencadear da vivência de que algo estranhamente familiar, algo familiar e estranho, é uma sensação que acompanha – como Freud diz – a emergência do desejo inconsciente, da fantasia reprimida. Aparece quando algo que devia permanecer oculto vem à luz. E o reprimido que retorna, chamado pela fala da mulher, são as vivências infantis ligadas à sua própria mãe, a dolorosa descoberta de que a mãe tem desejos sexuais dos quais está excluído. Continuar lendo

15 Jul. 2019: “Laputa: O Castelo No Céu” de Hayao Miyazaki – Cineclube Espoletta FAE

A programação especial do Cineclube Espoletta FAE para as férias escolares apresenta Laputa: O Castelo No Céu, de Hayao Miyazaki.

Sinopse: Uma aventura nas alturas começa quando Pazu, um aprendiz de engenheiro, encontra uma jovem garota, Sheeta, flutuando pelos céus e usando um colar brilhante. Descobrem que ambos estão procurando por um lendário castelo flutuante, chamado de “Laputa”, e prometem um ao outro desvendar o mistério do cristal luminoso do colar de Sheeta. Contudo, a aventura de Pazu e Sheeta não será fácil. Há um grupo de piratas gananciosos dos céus, agentes secretos do governo procurando apropriar-se dos poderes mágicos de Laputa e outros obstáculos impressionantes na busca da dupla pela verdade. Continuar lendo

08 Jul. 2019: Programação do Cineclube Espoletta FAE

Programação do Cineclube Espoletta FAE para a semana.

08 de Julho de 2019, segunda-feira às 15h30. Meu Amigo Totoro, de Hayao Miyazaki. Mei é uma jovem que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que a leva a um lendário espírito da floresta, conhecido como Totoro. A mãe está no hospital, e o pai divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei tenta visitar a mãe por conta própria, perde-se na floresta e só o grande e fofo Totoro pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa.

Trailer: https://youtu.be/92a7Hj0ijLs

Classificação Etária: Livre

08 de Julho de 2019, segunda-feira às 18h00. As Férias Do Sr. Hulot, de Jacques Tati. O desastrado Mr. Hulot passa as férias num hotel próximo a um balneário francês, provocando a habitual onda de catástrofes encarada ora com estranheza, ora com simpatia pelos outros hóspedes, burgueses em busca de descanso.

Trailer: https://youtu.be/xPmJuKAi9z4

Classificação Etária: 14 Anos Continuar lendo

1º Jul. 2019: “Nosferatu: O Vampiro Da Noite” de Werner Herzog – Cineclube Espoletta FAE

O Cineclube Espoletta FAE exibe e debate Nosferatu: O Vampiro Da Noite, de Werner Herzog.

Sinopse: Versão de Werner Herzog para o clássico da literatura Drácula, de Bram Stoker. Jonathan Harker é um agente imobiliário que visita a Transilvânia para fazer um negócio, ignorando o mal presságio da esposa dele, Lucy. Ele visita o castelo do Conde Drácula e acaba se tornando prisioneiro. Continuar lendo

17 Jun. 2019: “O Silêncio” de Ingmar Bergman – Psicanálise & Cinema

O cineclube Psicanálise & Cinema está com novo endereço em 2019: o Teatro Bom Jesus da FAE Centro Universitário. Uma vez ao mês, fará parte da programação do Cineclube Espoletta FAE.

No próximo encontro, exibição e debate de O Silêncio, de Ingmar Bergman.

Apresentação do projeto

O cineclube Psicanálise & Cinema é uma ação concebida e conduzida pela psicanalista Elenice Milani, que regularmente promove a exibição de filmes em instituições diversas, como museus e universidades, com sessões seguidas de debates. A ideia principal é deixar um espaço para o debate sobre os temas abordados nos filmes apresentados, partindo sempre de um esclarecimento psicanalítico, sob a ótica dos conceitos desenvolvidos fundamentalmente por Sigmund Freud e Jacques Lacan.

Comentário de Elenice Milani sobre o filme:

“Com exibição e debate, temos o estrondoso filme O Silêncio, de Ingmar Bergman (1963), que manifestou a genialidade dele nos anos 1960 produzindo a tríade composta também por Através De Um Espelho (1961) e Luz De Inverno (1962).Foi batizada de Trilogia do Silêncio por um crítico sueco. 

É em O Silêncio que o cineasta esbanja tudo o que havia proposto na carreira até então. E é nesse filme que o frenesi erótico, a histeria, a sensibilidade, a inocência e a vida como espetáculo mostra-se pela primeira vez de forma completa, tecnicamente madura e artisticamente. O filme nasceu das explosões e do sufoco para Orquestra de Bela Bartók.

Pela fragilidade da saúde de Esther (a irmã mais velha), os três são obrigados a interromperem a viagem e descansar em uma cidade não identificada no filme – o anonimato social é o plano de fundo de toda a trama, o que, de início, já nos alerta para não darmos importância demais aos tanques de guerra que tem o papel do evento de coação, assim como as epidemias e o estardalhaço da violência que os anos 1960 viviam.

O Silencio é um angustiante grito de socorro. “É o grito o que sustenta e não o silêncio ao grito”. O grito faz de alguma forma O Silêncio se enovelar, no próprio impasse de onde brota, para que o silêncio daí escape. Mas, já esta feito quando vemos a imagem de Edvard Munch no seu famoso quadro O Grito: O Grito é atravessado pelo espaço do silêncio, sem que ele o habite; eles não estão ligados nem por estarem juntos, nem por se sucederem; o grito faz o abismo onde o silêncio se aloja. O psicanalista Jacques Lacan, no seminário Livro XI, fundamenta a questão do “grito que sustenta o silêncio”, trazendo a imagem do O Grito (Munch), demostrando como é o reflexo de muitas vidas, de muitos sistemas sociais, de muitas famílias enlaçadas na angústia de um silêncio. Neste mesmo ponto, Bergman encontra Lacan, os dois sempre atentos ao que compõe o humano, a subjetividade, o social. O Silêncio de Bergman também não deixa de evocar o período histórico que o mundo vivia então, o silêncio da Guerra Fria: ali nada podia ser falado, tudo era habitado por um silêncio aterrorizante, que ecoava mundo afora em pura angústia.

“O Silêncio contém todas as palavras possíveis, por isso é que a psicanálise nos manda falar, porque se não falarmos estamos mortos, mortos como sujeitos, num angustiante grito de socorro”. Então, convido-os a falar, discutir e debater!”

Sinopse: Um das obras centrais da filmografia de Ingmar Bergman, O Silêncio integra o trio de filmes do diretor conhecido como “Trilogia do Silêncio”, formada também por Através De Um Espelho e Luz De Inverno. No enredo, Esther e Anna, duas irmãs com dificuldades de relacionamento, viajam para a Suécia, acompanhadas do filho de Anna. Porém, no meio da jornada, são obrigadas a parar num país estrangeiro, onde se hospedam num hotel quase deserto. Neste local, elas se defrontam com o vazio existencial da vida delas. Continuar lendo