17 Jul. 2018: “Uma Noite Em 67” de R. Terra e R. Calil – Cine na 3ª

O Cine na 3ª prossegue o Ciclo “Cinema, Literatura e Música” com exibição de José E Pilar, de Renato Terra e Ricardo Calil.

Sinopse: Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos aos principais prêmios figuravam Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra da viola no palco. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas hoje clássicas, o documentário registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da Ditadura Civil-Militar e a consagração de diversos artistas que se tornariam ídolos. Continuar lendo

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10 Jul. 2018: “José E Pilar” de Miguel Gonçalves Mendes – Cine na 3ª

O Cine na 3ª continua o Ciclo “Cinema, Literatura e Música” com exibição de José E Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes. O filme, que trata da relação e do cotidiano do casal José Saramago, renomado escritor português, e Pilar Del Rio, jornalista 28 anos mais nova que o esposo, comoveu o mundo por sua qualidade e por ter entrado em cartaz poucos meses após a morte do escritor.

SinopseA Viagem Do Elefante, o livro em que José Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à corte do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida do filme, que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río. Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, em casa e em viagens de trabalho. O documentário é um retrato surpreendente de um autor durante o processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo – ou, pelo menos, em torná-lo melhor. O filme revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias recorrentes feitas sobre ele e prova que gênio e simplicidade são compatíveis. A demonstração de que, como diz o próprio Saramago, “tudo pode ser contado de outra maneira”. Continuar lendo

10 a 16 Maio 2018: Democracia em Cena: 14º Festival de Cinema Europeu – Semana da Europa

Neste ano de 2018, acontece a 14ª edição da Semana da Europa. A Semana consiste em um conjunto de eventos culturais, esportivos e acadêmicos que ocorrem em diversas capitais brasileiras, e faz parte das comemorações do Dia da Europa. Celebrado em 09 de Maio, é a data da assinatura da Declaração Schuman, considerado o embrião do que hoje é a União Europeia.

Um dos pontos altos da Semana da Europa ao longo dos anos é sem dúvida nenhuma o Festival de Cinema Europeu, a qual Curitiba tem a sorte em ser uma das cidades agraciadas. Na edição deste ano, o tema é Democracia em Cena. Segundo o release oficial do Festival, “A democracia, cujo significado se desenvolveu durante milhares de anos, é o tema escolhido para a 14ª Mostra de Cinema Europeu. O evento coloca em foco este regime politico contemporâneo adotado por grande parte dos países ocidentais e traz obras que abordam memórias relevantes para a Europa”. No total da programação, são 12 filmes de 12 nacionalidades diferentes, com destaque para os filmes do Chipre, Hungria e República Tcheca, cinemas pouco difundidos no Brasil.

Acesse a PROGRAMAÇÃO COMPLETA clicando aqui1: Semana ou clicando aqui2: FCC Continuar lendo

28 Nov. a 03. Dez. 2017: Cine Tornado Festival 2017 – Fundação Cultural de Curitiba

A Cinemateca de Curitiba recebe a edição de 2017 do Cine Tornado Festival. A produção é de Curitiba e São Paulo, com curadoria da antropóloga e cineasta Eveline Stella de Araujo e do artista e cineasta Roderick Steel.

Confira o texto oficial de apresentação do Festival:

Em uma macro sociedade do espetáculo, saber compor curadorias que aproximem expressões locais e expressões globais é uma arte que estimula o diálogo entre as artes indie e mainstream. O Cine Tornado Festival permite esse deslocar dos filmes de seu local de produção para gerar conhecimento e redes de relação que fomentam o Cinema, pelo caráter nacional e internacional que o caracteriza. Um festival de filmes feito no e do Brasil para o mundo, com parcerias e ideais de renovação do cinema, contando com diretores nacionais e internacionais. A programação atende a três eixos básicos:

1) exibição de acervos de digitalização (parceria com os centros de memória, tais como, cinematecas ou memoriais nacionais e internacionais), estimulando a divulgação de filmes restaurados e digitalizados, contando assim um pouco da história do cinema por meio dos próprios filmes;

2) difusão de produções cinematográficas decorrentes de pesquisas científicas como etnoficção, documentários e filmes experimentais e artísticos (parceria com os centros de pesquisa como Laboratório de Imagem e Som da Antropologia da USP e outros laboratórios nacionais, ou como o Centro em Rede de Investigação em Antropologia – CRIA em Portugal, entre outros);

3) abertura de espaço às novas gerações de cineastas, incentivo ao cine-escola, oficinas de cinema e jovens realizadores independentes. Continuar lendo

25 Set. 2017: “Os Verdes Anos” de Paulo Rocha – Cine FAP

O Cine FAP exibe e debate Os Verdes Anos, de Paulo Rocha.

Sinopse: Júlio, dezenove anos de idade, desloca-se da província para Lisboa, para tentar a sorte e ganhar a vida como sapateiro. Mal chega, um acaso o leva a conhecer Ilda, uma jovem da idade dele, empregada doméstica. O jovem provinciano sente-se num ambiente estranho e hostil. A cidade inquieta-o. Sucedem-se várias coisas que o perturbam. Começa a desconfiar da Ilda, que acaba com o namoro. O filme é considerado o marco inaugural do Cinema Novo (ou Novo Cinema) Português, em 1963. Continuar lendo

06 Jun. 2017: “Línguas – Vidas Em Português” de Victor Lopes – Cine-Debate MigraMundo

O quinto encontro do Cine-Debate MigraMundo exibe e debate Línguas – Vidas Em Português, de Victor Lopes. Nesta semana, excepcionalmente o encontro do cineclube será na 3ª feira, dia 06.

Sinopse: Todo os dias, duzentas milhões de pessoas levam as vidas delas em português. Fazem negócios e escrevem poemas. Brigam no trânsito, contam piadas e declaram amores. Todo dia a língua portuguesa renasce em bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, angolanas, japonesas, cabo-verdianas, portuguesas, guineenses. Novas línguas mestiças, temperadas por melodias de todos os continentes, habitadas por deuses muito mais antigos e que ela acolhe como filhos. Língua da qual povos colonizados se apropriaram e que a devolvem agora, reinventada. Língua que novos e velhos imigrantes levam consigo para dizer certas coisas que nas outras não cabe. O documentário foi filmado em 9 países, e a peculiaridade do tema já começa mesmo com o diretor: é dirigido por Victor Lopes, um português crescido no Moçambique e que vive no Brasil há 25 anos. O documentário tem como objetivo mergulhar nas muitas histórias da língua portuguesa e na sua permanência entre variadas culturas do planeta. Continuar lendo

08 a 12 Fev. 2017: Mostra Ficção Viva: Pedro Costa & Víctor Erice – Caixa Cultural

A produtora Tambor Multiartes, com o apoio da CAIXA Cultural Curitiba, realiza a Mostra Ficção Viva: Pedro Costa & Víctor Erice.

São 20 filmes em 15 sessões, entre curtas, médias e longas-metragens, sendo a filmografia quase completa de dois dos principais cineastas da história do cinema de Portugal e Espanha. Dos filmes, são três longas de Víctor Erice, oito de Pedro Costa, um trabalho realizado em conjunto e duas sessões de curtas. A exceção na programação é o filme do diretor Aurélien Gerbault: em Tudo Refloresce, Gerbault documenta as filmagens de Juventude em Marcha (2006), de Pedro Costa.

Ainda que bastante reconhecidos pela crítica, Pedro Costa e Víctor Erice são pouco conhecidos pelo público brasileiro. “A mostra é a primeira no Brasil que relaciona a obra de Costa e Erice, dois dos mais relevantes realizadores contemporâneos, com seleção tão abrangente de suas obras”, diz Marcelo Munhoz, um dos curadores da mostra.

As sessões de 19h00 serão comentadas. Na Mostra há também workshops, porém as inscrições estão encerradas. Dos convidados para as sessões comentadas, destaca-se a portuguesa Patrícia Saramago, os brasileiros Matheus Kerniski e Victor Guimarães e a espanhola Clara Sanz, especialista na obra de Erice. O próprio Pedro Costa, que estará em Curitiba, comentará na noite de sábado (11) “O Sul” (1983), do colega espanhol, e no domingo (12), Costa e a montadora Patrícia Saramago comentarão “No Quarto da Vanda” (2000), de Pedro Costa.

Workshops

Além dos filmes, o público ainda terá a chance de participar de workshops, realizados de manhã. As inscrições já estão encerradas.

Nos quatro dias do workshop, haverá dois temas. Na quinta e sexta-feira (9 e 10), a montadora portuguesa Patrícia Saramago tratará da montagem na obra de Pedro Costa. Patrícia é responsável pela montagem de alguns dos filmes mais marcantes do cinema português dos anos 2000, trabalhando no processo de nove realizações de Pedro Costa.

No sábado e no domingo (11 e 12) será a vez do diretor Pedro Costa comandar os trabalhos em seu workshop “O Ciclo das Fontaínhas”, considerada a parte mais significativa da obra dele. O Ciclo iniciou em 1997 com Ossos, passando por No Quarto Da Vanda (2000), Juventude Em Marcha (2006) e Cavalo Dinheiro (2014).

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

08 de Fevereiro de 2017, quarta-feira, as 14h00. O Sangue, de Pedro Costa (1989). Uma terra de província. Natal, fim de ano. Dois irmãos. Vicente tem 17 anos; Nino, 10. Juram guardar um segredo, que tem a ver com as frequentes ausências do pai. Apenas uma moça, Clara, partilha esse segredo com Vicente. Classificação Indicativa: 16 anos. Continuar lendo

16 Out. 2016: “Manoel Na Ilha Das Maravilhas” de Raúl Ruiz – Cineclube da Cinemateca

O Cineclube da Cinemateca continua o Ciclo “O Cinema Feérico de Raúl Ruiz” com exibição e debate de Manoel Na Ilha Das Maravilhas.

Sinopse: Minissérie infantil em três episódios realizada para a TV portuguesa. 1º episódio: Manoel, um garoto de sete anos, mora numa vila litorânea na Ilha da Madeira. Manoel visita um jardim proibido e se encontra consigo mesmo aos treze anos de idade, descobrindo que certas escolhas que deverá fazer ao longo do dia influirão decisivamente em seu destino e no da família. 2º episódio: Manoel parte com a escola num passeio à floresta. Durante a soneca coletiva numa clareira, Manoel encontra um pirata com quem troca de aparência. 3º episódio: Manoel vai viver com sua tia na cidade de Funchal. Lá ele encontra Marilina, uma pequena campeã de xadrez, e um misterioso capitão. Exibição na versão em áudio francês com legendas em português. Continuar lendo

09 Out. 2016: “A Cidade Dos Piratas” de Raúl Ruiz – Cineclube da Cinemateca

O Cineclube da Cinemateca continua o Ciclo “O Cinema Feérico de Raúl Ruiz” com exibição e debate de A Cidade Dos Piratas.

Sinopse: História de um confronto entre uma criança que fugiu de casa e uma mulher que talvez seja a mãe dela. História da sedução que esta criança exerce sobre a mulher, para empurrá-la para o suicídio ou para a escravidão. História de um assassino que se esconde numa ilha e vê o seu futuro carrasco, encarnado numa criança que é uma réplica exata de si mesmo, enquanto criança. Três histórias que são uma só. Continuar lendo

02 Out. 2016: “O Território” de Raúl Ruiz – Cineclube da Cinemateca

O Cineclube da Cinemateca inicia o Ciclo “O Cinema Feérico de Raúl Ruiz” com exibição e debate de O Território.

Sinopse: Um grupo de turistas americanos parte em excursão pela floresta com os filhos. Perdem-se do guia que os acompanha, e despreparados para lidar com a situação, vagam pela mata, por dias e semanas, se tornando mais e mais cansados, famintos e desesperados. Continuar lendo

16 a 19 Dez. 2015: Mostra Melhores Do Ano – Cineclube do Celin

Os produtores dos cineclubes que envolvem o Coletivo Atalante programaram a Mostra Melhores Do Ano. Os cineclubes em questão são: Cine FAP, Cineclube da Cinemateca, Cineclube Sesi e Cineclube do Celin. E a Mostra terá sede no Cineclube do Celin.

Não, não é uma seleção dos filmes que el@s consideram melhores daqueles que foram exibidos nos cineclubes ao longo de 2015, o que seria uma boa ideia. Mas, a proposta é ainda mais interessante: é uma seleção de filmes lançados no período 2014-2015 que eles consideram os melhores que viram.

Não perca o texto de apresentação da Mostra:

2015 foi um ano difícil para o cinema.

Em primeiro lugar pela oficialização de uma prática antiga, mas até então não declarada: a substituição, nas curadorias, dos critérios de exigência por um mercantilismo feroz.

Em segundo lugar por que dos grandes filmes produzidos, lançados e exibidos neste ano que atravessaram nossas retinas, à maior parte caberia a denominação, cunhada pelo velho Truffaut, de “grande filme doente”. Exemplifiquemos:

a) Abel Ferrara e Michael Mann estão fora da sua melhor forma;

b) A maioria dos filmes foram lançados sob a sombra da morte (mesmo apostando na vida): seja a do cinema (Adeus á Linguagem), a de Agata Apicella Moretti (Minha Mãe), a de Pier Paolo Pasolini (Pasolini), a de João Bénard da Costa (Outros Amarão as Coisas que Amei), a de Eduardo Coutinho (Últimas Conversas) ou a de Chris Kyle e seus 160 confirmados fantasmas (Sniper Americano);

c) O filme do ano foi também o filme mais doentio e perturbador dos últimos tempos.

Nesse quadro de trevas (onde – ai de nós – não mencionaremos os MUITOS filmes ruins), as únicas afirmações mais diretas de vida vieram de Shyamalan e Green. Cineastas que constroem espaços a serem habitados pelas pessoas e pela luz. Artistas que ajudaram a compor a mostra que aqui oferecemos aos combalidos cinéfilos de Curitiba.

Miguel Haoni
(Coletivo Atalante)

Obs: Dedicamos este pequeno esforço de resistência a Sergio Alpendre. Homem de cinema, que no FICBIC do ano passado executou um trabalho raro, de cujo espírito pretendemos nos aproximar.

Programação Completa

16 de Dezembro, quarta-feira, as 16h30. La Sapienza, de Eugène Green (La Sapienza, 2014, França, 101 min). Arquiteto francês viaja à Itália para encontrar inspiração e conhecimento no trabalho de seus ídolos Guarini, em Turim, e Borromini, em Roma. Ele busca o renascimento e a superação do seu passado através das linhas e da história do Barroco. Mas encontra algo mais: uma história de amor. Continuar lendo

14 Nov. 2015: “Silvestre” de João César Monteiro – Cineclube da Cinemateca

O Cineclube da Cinemateca exibe e debate Silvestre, de João César Monteiro.

Sinopse: Don Rodrigo tem duas filhas, Sílvia e Susana, uma legítima e outra bastarda. Antigo e sem um herdeiros, Don Rodrigo decide casar Silvia com o vizinho, um nobre jovem e rico, a fim de garantir e expandir seus domínios. Mas Don Paio, o prometido, é um comilão e um inveterado mulherengo. A trama se complica quando Don Rodrigo se ausenta e dois homens, um peregrino de Santiago e um cavaleiro, passam a desejar as moças. Continuar lendo

30 Mai. 2015: “Onde Jaz o teu Sorriso?” de Pedro Costa – Cineclube da Cinemateca

O Cineclube da Cinemateca termina o Ciclo Pedro Costa com Onde Jaz o teu Sorriso?.

Sinopse: No momento da montagem da terceira versão de “Sicília!” por Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Pedro Costa fechou-se com os dois cineastas na sala de montagem, filmando cada momento do processo. O resultado é uma lição de cinema e também uma homenagem aos autores de “Sicília”.

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23 Mai. 2015: “Juventude em Marcha” de Pedro Costa – Cineclube da Cinemateca

O Cineclube da Cinemateca continua o Ciclo Pedro Costa com Juventude em Marcha.

Sinopse: Ventura, um operário cabo-verdiano que mora no subúrbio de Lisboa, é subitamente abandonado pela sua esposa Clotilde. Ele sente-se perdido entre o velho quarteirão no qual passou seus últimos 34 anos e seu novo endereço num prédio de baixo custo, recentemente construído num conjunto habitacional. Todas as pobres almas que ele ali encontra parecem se tornar seus próprios filhos. Os cenários são as ruínas do bairro cabo-verdiano de Fontainhas, no noroeste de Lisboa, e o novo bairro Casal da Boba, construído pelo governo nos terrenos do maior depósito de lixo do país. O elenco é formado por atores não-profissionais, que desempenham papeis inspirados neles mesmos. Continuar lendo